• 27 jul 2009 /  Linux/Open Source, Programação

    Veja o artigo anterior:

    Como a análise de tráfego salvou meu emprego - Parte 01

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    Há algum tempo, fui atender a uma empresa que estava com problemas na suíte Websense. Tudo levava a crer que era um bug, já que estava se comportando de maneira estranha. E, se fosse realmente um bug, tudo o que poderíamos fazer seria reportar ao fabricante e aguardar por um patch. Mas, como precisava colher mais informações, resolvi coletar e analisar o tráfego de rede. Logo no início, pude observar que, na verdade, o problema não estava com o Websense.

    O problema

    Somente para ilustrar, o Websense é uma suíte de monitoração e controle de acesso à Internet, e funciona da seguinte maneira: em sua implementação stand-alone, ele possui um componente chamado Network Agent que nada mais é que um sniffer que fica "ouvindo" o tráfego com destino à Internet; baseado em suas políticas, pode bloquear o acesso, mostrando uma página Web informativa para acessos http ou https; para tentativas de acesso utilizando outros protocolos, o Network Agent encerra a conexão enviando ao cliente solicitante um pacote reset (com a flag RST habilitada). Obviamente, esta é uma descrição mínima do Websense para o entendimento do restante do artigo; para maiores informações, indico o site da Websense.

    Porém, para que o Network Agent possa analisar o tráfego que deixa a rede, ele deve estar posicionado "em paralelo" ao gateway; ou seja, deve visualizar o mesmo tráfego que este. Em Switches, conseguimos isso espelhando-se a porta onde o gateway está conectado para uma outra (geralmente chamada de porta de monitoramento), onde conectamos a máquina com o Network Agent. Em Hubs, não é necessário efetuar espelhamento, pois o tráfego já é direcionado a todas as portas.

    Mas o que estava acontecendo? Foi reportado que o Websense estava efetuando bloqueios de protocolos, tais como MS-SQL, VNC, RDP, etc, na rede Interna; ou seja, eram bloquedos acessos entre equipamentos que estavam no mesmo range de endereços (e que, teoricamente, não cruzavam o gateway). E, quando o Servidor Websense era desligado, os problemas desapareciam.

    A análise

    Instalei o Wireshark no Servidor Websense para verificar se era mesmo este quem bloqueava as conexões. Analisei, então, uma tentativa de conexão entre uma estação-cliente e o Servidor MS-SQL da empresa. Abaixo, um dump do pacote número 7978:

    O endereço MAC do Servidor MS-SQL era 00:1e:c9:aa:6a:47, e seu IP 10.0.1.32; já o endereço MAC do Servidor Websense era 00:1e:c9:b6:9a:60, e seu IP era 10.0.1.77. Assim, através do dump de pacote acima, verificamos que o reset na conexão parte da máquina do Websense (atentem ao endereço MAC de origem informado na linha Ethernet II) apesar de o endereço IP informado ser o do Servidor MS-SQL.

    Agora, temos a certeza de que era o Websense quem estava encerrando a conexão entre o cliente e o Servidor; mas, ainda, restava saber o porquê. Afinal, em uma rede comutada (com swtiches), o Servidor Websense deveria visualizar três tipos de tráfego: aquele enviado para fora da rede (ou seja, o espelho do tráfego destinado ao gateway), destinado a ele mesmo e tráfego de broadcast; porém, o Servidor Websense estava visualizando conexões entre diversos clientes e servidores diferentes, sem que ele (ou o gateway) estivesse diretamente envolvido nesta comunicação.

    Como o gateway da empresa era uma máquina Linux, solicitei acesso à ela para realizar a análise do tráfego; o resultado foi o mesmo: também era possível visualizar tráfego que não deveria.

    Informando ao pessoal interno do aquele switch estava se comportando como um hub, obtive acesso à console de configuração dele (sob olhares desconfiados). Quando pedi para listar a tabela MAC do Switch, as informações que me foram exibidas, não estavam de acordo com o que realmente deveria aparecer.

    Como neste Switch estavam conectados todos os Servidores da empresa, o mesmo não poderia ser reiniciado naquele momento; mas conseguimos outro Switch para onde movemos as conexões do gateway de Internet e do Servidor Websense. Refizemos o espelhamento de portas no Switch, e solicitamos que os clientes realizassem novos testes. Após esta mudança, as conexões deixaram de ser encerradas na LAN.

    E o pessoal parou de culpar o Websense. :-)

    Conclusão

    Mais uma vez, verificamos que a análise de tráfego é um instrumento poderoso para o diagnóstico de problemas de rede; neste caso, também podemos tê-la como aliada para a segurança de rede: o switch passou a se comportar de maneira inadequada, e pode ter sido alvo de um ataque do tipo MAC flood.

    Referências

    Página da Websense

    Curso introdutório de Redes

    Instalação do Wireshark no Windows XP

    Por Júlio Henrique Conceição @ iMasters - Seção: livre
  • 02 jul 2009 /  Geral, Internet, Linux/Open Source

    Após um dia de uso constante e pesado do Firefox 3.5, foi possível comprovar uma melhora na performance.

    Um exemplo, o tempo para abrir o Firefox e carregar uma URL local até finalizar:

    Firefox 3.0.11: 9,983 segundos
    Firefox 3.5: 7,855 segundos

    Parece pouca diferença, mas considerando a quantidade de páginas abertas durante o dia, com conteúdos extensos, é bastante para se notar.

    Porém, a versão 3.5 apresentou alguns erros no teste Acid2 e simplesmente fecha (crash) no Acid3 após obter o resultado de 93/100. Espero que não tenhamos problemas de CSS pela frente.

    Por André Arruda

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  • 01 jul 2009 /  Geral, Tecnologia

    Alguns aplicativos gratuitos para aproveitar o GPS de seu N95, filtrei os melhores:

    • Sports Tracker – grave os caminhos percorridos durante sua corrida com o mapa do percurso. Além disso, todas as informações como velocidade, distância, horário, etc.
    • Location Tagger – salva localização das fotos tiradas pelo aparelho
    • Trapster – Grava a localização de radares (pardais) de forma fácil e rápida, avisando sempre que você estiver se aproximando de um
    • Google Maps – O conhecido Google Maps, agora com uma versão nativa para o N95 (prefiro o Nokia Maps)
    Por André Arruda

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