• 29 dez 2008 /  Geral, Linux/Open Source, Tecnologia

    Após a “morte” do meu antigo notebook comprei este mês um HP DV4 1120. Fiquei na dúvida por ser um notebook recém lançado no mercado (uns 3 meses) e provavelmente não ter drivers compatíveis no Linux. Mesmo assim arrisquei, e tive sorte. Para minha surpresa boa parte dos drivers são open-source e disponibilizados pelos próprios fabricantes (realtek, broadcom, intel, etc).

    Para dar uma ajuda a quem comprou ou está pensando em comprá-lo e utiliza Linux, montei uma tabela de compatibilidade:

    Testes feitos com OpenSUSE 11.1 32bit (kernel 2.6.28 - SMP PREEMPT)

    Ítem Status Driver Observações
    Rede LAN SIM r8101 (kernel) não testei conexão de 1000M
    Rede WAN SIM wl (oficial broadcom) testei apenas com WEP
    Áudio SIM snd_hda_intel (kernel) necessita parâmetros especiais no /etc/modprobe.d/sound
    Vídeo SIM agp_intel, drm (kernel)
    intel, dri (x11)
    funciona 2D e 3D (glxgears = 1000fps)
    Leitor SD SIM mmc_sdhci_pci (kernel) não funcionou com cartão XD
    Atalhos Multimídia SIM - configurar o teclado como Microsoft Wireless Multimedia no KDE
    Leitor de impressão digital NÃO - provavelmente o leitor utilizado (Validity VFS101) será compatível em breve com o driver fprint.
    Bluetooth SIM bt_hcibtusb (kernel) -

    OBS.: Foi preciso inserir “irqpoll acpi_noirq” na linha de boot do Kernel para evitar problemas em alguns componentes.

    Resumindo, todos os componentes do DV4 devem funcionar sem problemas na maioria das distribuições Linux atuais, com excessão do wireless que precisa do driver para funcionar corretamente.

    Dúvidas, entrem em contato.

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  • 23 out 2008 /  Geral, Linux/Open Source, Tecnologia

    Nas últimas eleições nada mais que 130 milhões de eleitores votaram. Todas as máquinas utilizavam o Linux com um programa desenvolvido pelo própria Justiça Eleitoral, uma das maiores utilizações simultâneas do sistema operacional até hoje.

    O Brasil tem sido um exemplo mundial de como a utilização do software livre, quando feita de forma organizada e bem estudada, não só economiza milhões para empresas e entidades públicas como também agiliza o desenvolvimento de soluções em grande escala.

    As fotos do Linux iniciando nas máquinas de votação e um vídeo podem ser vistos aqui.

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  • Finalmente! Uma das poucas coisas que faltava funcionar no Linux era a transparência do Flash nos sites. Aparentemente a espera acabou :)

    Hoje faz quase 1 mês que estou utilizando a versão 10 do Flash Player, beta. Mesmo não sendo o release final até agora não tive nenhum tipo de problema e todos os sites acessados que utilizam transparência funcionam normalmente. Os elementos abaixo da transparência são acessíveis sem conflitos quando o flash não está expandido ou visível.

    Quem esperou por este milagre depois de tantos anos pode fazer um teste baixando o player aqui:

    http://labs.adobe.com/downloads/flashplayer10.html

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  • Recentemente Richard Stallman, fundador da GNU (fundação que promove o software livre), deu uma entrevista sobre o que pensa de cloud computing e fez um alerta.

    Antes de continuar, segue a definição de Cloud Computing na Wikipedia:

    “A computação em nuvem ou cloud computing é um modelo de computação em que dados, ficheiros e aplicações residem em servidores físicos ou virtuais, acessíveis por meio de uma rede em qualquer dispositivo compatível. Basicamente, consiste em compartilhar ferramentas computacionais pela interligação dos sistemas, semelhantes as nuvens no céu, ao invés de ter essas ferramentas localmente (mesmo nos servidores internos). O uso desse modelo (ambiente) é mais viável do que o uso de unidades físicas”

    A primeira impressão, e até na prática, parece algo revolucionário e inteligente. Mas analisando mais a fundo temos razões de sobra para se preocupar com esta nova “onda”. Em sua entrevista Stallman adverte que a crescente utilização desta “filosofia” por empresas é uma grande armadilha comercial.

    Mas como algo com tantos benefícios poderia ter um lado tão negativo? Se você parar para pensar, quando passamos a concentrar todos os nossos contatos, mensagens, informações comerciais, pessoais e privadas, elas deixam de estar em nosso alcance físico (no HD de seu computador, na pen-drive na sua gaveta, nos CDs da sua estante) para ficarem armazenadas em servidores remotos, de países diferentes, com leis desconhecidas, em redes distintas, administradas por vários funcionários em todo este caminho. A partir daí as empresas passam a ser, indiretamente, donas de nossos dados e criamos aos poucos uma dependência de seus serviços, disponibilidade e políticas de privacidade.

    Outro lado negativo dessa história num mundo refém do cloud computing, além de não termos total controle de onde estão nossos dados, é termos uma dependência maior de estruturas de rede interligadas para que possamos fazer coisas simples como marcar um compromisso, ler um contrato importante ou pegar um contato em um e-mail. Se bilhões de pessoas em todo o mundo tiverem a mesma dependência, ao mesmo tempo, e uma das empresas que mais concentram estas informações vier a ficar fora do ar ou ter sérios problemas de segurança, quais seriam as consequências econômicas e pessoais?

    Este artigo não é para assustar e sim alertar para que antes de nós deixarmos a segurança de nossos dados locais para serviços remotos, refletirmos o quanto isso é realmente necessário, e quais as consequências. Compre um notebook, DVDs para backup, e fique tranquilo :)

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  • A Nokia lançou o QT Extended, uma nova plataforma para aparelhos portáteis (celulares, smartphones, netbooks, etc) baseada em QT. QT, para quem não sabe, é um framework de programação em C++ e Java utilizado em vários aplicativos comerciais e gratuitos famosos (KDE, Skype, VirtualBox, Google Earth, etc). A empresa criadora do QT, Trolltech, foi comprada pela Nokia este ano.

    O interessante disto é que vários mundos, antes separados, podem convergir. Uma nova plataforma criada pela Nokia teria uma difusão rápida no mundo de gadgets, muitos aplicativos baseados em QT poderiam ser migrados para portáteis com mais facilidade, sem contar novos programas com mais recursos e funcionalidades para carregar no bolso. Quem sabe até o próprio KDE!

    Ultimamente os notebooks e gadgets têm ficado cada vez mais próximos, e com a ajuda de empresas do porte da Nokia e Google, mais rapidamente.

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  • 27 set 2008 /  Linux/Open Source, Programação

    Hoje tive que atualizar o PHP de um dos servidores da agência para um projeto que entrará no ar segunda, era uma atualização simples para que o GD utilizasse fontes Type1. O que geralmente é algo rápido se tornou um parto.

    Primeiramentem, ao rodar o comando “yum” que atualiza os pacotes do sistema notei que nenhuma atualização havia sido feita há meses. Atualizei a base de pacotes, rodei uma atualização geral, e nada, todos os pacotes com versões de meses atrás. Resolvi pesquisar no site do Fedora, e não encontrei absolutamente nada referente à versão que o servidor utiliza. Recorri ao Google, e surpresa! achei uma página descrevendo o quão avançado, amigável e prático é o sistema de atualizações do Fedora entre Releases diferentes:

    A new version of Fedora comes out every six months or so. When a new version comes out, the previous version becomes unsupported about a year later. This means re-installing your OS every 6 - 8 months (currently upgrades between Fedora versions don’t go so well).

    Tradução literal:

    Uma nova versão do Fedora é disponibilizada a cada 6 meses aproximadamente. Quando uma nova versão é disponibilizada, a anterior é descontinuada em torno de um ano após. Isto significa reinstalar seu S.O. a cada 6 ou 8 meses (atualmente upgrades entre versões do Fedora não funcionam direito).

    Tradução resumida:

    Se deu mal palhaço! na próxima atualização troque de distribuição.”

    Trocar de distribuição seria fácil se não houvesse dezenas de clientes críticos dependendo do servidor funcionando 24/7 e a máquina não ficasse num CPD distante. Ou seja, a partir de agora vou ter que atualizar o sistema manualmente, pacote por pacote baixando e compilando o código fonte.

    Sigam meu conselho, quando instalarem um servidor linux utilizem distribuições boas e não derivados do Red Hat que até hoje só provam ser uma grande bosta com um grande investimento de marketing. Invistam em servidores com Debian ou OpenSUSE. Utilizo ambos, tanto em servidores quanto desktops, e os releases são atualizados online sem nenhum stress. Baixou, atualizou, reiniciou, tá lá o seu Linux atual e estável.

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  • O Android foi oficialmente lançado, finalmente, e o iphone chegará ao mercado brasileiro nos próximos dias. Qualquer comparação de sucesso entre os dois, até que o Android esteja efetivamente no mercado e com um número razoável de usuários, é especulação.  Mas algumas questões já podem ser previstas.

    O Google está trabalhando no Android com uma visão mais flexível e aberta à comunidade de desenvolvedores, de forma que qualquer um com experiência pode desenvolver seus próprios programas gratuitamente e distribuí-los a quem quiser. Já a Apple mantém um controle mais rigoroso de seus aplicativos, seus desenvolvedores precisam ter o Mac OS instalado em plataforma intel e quando vendidos pela App Store podem ser recusados à critério da própria, até pelo simples fato de concorrerem com aplicativos nativos do iphone.

    Curiosamente isto soa como uma comparação entre o sistema operacional Windows e Linux, e provavelmente na prática ambos os sistemas de celulares seguirão o mesmo caminho. No caso do iphone com usuários mais ligados à usabilidade, uma base de aplicativos mais controlada e amigável, e o design do aparelho. No caso do Android (comparado ao Linux), para pessoas mais ligadas à área de tecnologia que dão mais valor às funcionalidades, facilidade de extensão e personalização do sistema e liberdade de desenvolver e alterar aplicativos.

    Alguns prós e contras que considero importantes:

    IPhone

    Prós:

    • Design do aparelho
    • Usabilidade do sistema e aplicações
    • Base de aplicativos mais estáveis - maior controle de estabilidade
    • Facilita a venda de aplicativos pelo App Store

    Contras:

    • Desenvolvimento restrito à proprietários do MacOS
    • Controle da Apple sobre aplicativos disponibilizados
    • Não é multitarefa (não permite programas rodando simultaneamente)
    • Sistema operacional só pode ser utilizado no iphone
    • Ciclo de atualizações demorado
    • Progamado em ObjC (linguagem proprietária da Apple e pouco difundida em outros segmentos)

    Android

    Prós:

    • Qualquer fabricante pode disponibilizar aparelhos para utilizá-lo
    • Desenvolvido em Java (linguagem mais difundida e conhecida)
    • Fácil portabilidade
    • Ampla base de aplicativos criados pela comunidade
    • Ciclo de atualização constante
    • É multitarefa (permite aplicativos rodarem simultaneamente)
    • Navegação entre desktops virtuais

    Contras:

    • A performance e estabilidade do sistema pode variar entre fabricantes
    • Podem ocorrer mudanças maiores na base do sistema em intervalos menores
    • Maior quantidade de programas sem controle de estabilidade
    • Menos “amigável”, requer um pouco mais de conhecimento para algumas operações

    Ambos possuem lados positivos e negativos fortes, com o tempo elas ficarão mais evidentes ou serão modificadas. Mas no final o importante não é qual é o melhor nisso ou naquilo e sim qual atende melhor às suas necessidades.

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  • 21 set 2008 /  Linux/Open Source, Tecnologia

    Aproveitando o post anterior sobre Mini Notebooks, a Mandriva e Ubuntu se juntaram para desenvolver uma distribuição de Linux específica para este tipo de computador. O Mandriva Mini, mesmo sendo para máquinas pequenas, permite a utilização de recursos avançados de multimídia e processamento com o CPU Intel Atom. O gerenciamento de energia e performance são superiores às versões recentes do Windows Mobile.

    Pelo menos não botaram o nome de Manuntu ou Ubundriva.

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