• Finalmente! Uma das poucas coisas que faltava funcionar no Linux era a transparência do Flash nos sites. Aparentemente a espera acabou :)

    Hoje faz quase 1 mês que estou utilizando a versão 10 do Flash Player, beta. Mesmo não sendo o release final até agora não tive nenhum tipo de problema e todos os sites acessados que utilizam transparência funcionam normalmente. Os elementos abaixo da transparência são acessíveis sem conflitos quando o flash não está expandido ou visível.

    Quem esperou por este milagre depois de tantos anos pode fazer um teste baixando o player aqui:

    http://labs.adobe.com/downloads/flashplayer10.html

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  • A Nokia lançou o QT Extended, uma nova plataforma para aparelhos portáteis (celulares, smartphones, netbooks, etc) baseada em QT. QT, para quem não sabe, é um framework de programação em C++ e Java utilizado em vários aplicativos comerciais e gratuitos famosos (KDE, Skype, VirtualBox, Google Earth, etc). A empresa criadora do QT, Trolltech, foi comprada pela Nokia este ano.

    O interessante disto é que vários mundos, antes separados, podem convergir. Uma nova plataforma criada pela Nokia teria uma difusão rápida no mundo de gadgets, muitos aplicativos baseados em QT poderiam ser migrados para portáteis com mais facilidade, sem contar novos programas com mais recursos e funcionalidades para carregar no bolso. Quem sabe até o próprio KDE!

    Ultimamente os notebooks e gadgets têm ficado cada vez mais próximos, e com a ajuda de empresas do porte da Nokia e Google, mais rapidamente.

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  • 27 set 2008 /  Linux/Open Source, Programação

    Hoje tive que atualizar o PHP de um dos servidores da agência para um projeto que entrará no ar segunda, era uma atualização simples para que o GD utilizasse fontes Type1. O que geralmente é algo rápido se tornou um parto.

    Primeiramentem, ao rodar o comando “yum” que atualiza os pacotes do sistema notei que nenhuma atualização havia sido feita há meses. Atualizei a base de pacotes, rodei uma atualização geral, e nada, todos os pacotes com versões de meses atrás. Resolvi pesquisar no site do Fedora, e não encontrei absolutamente nada referente à versão que o servidor utiliza. Recorri ao Google, e surpresa! achei uma página descrevendo o quão avançado, amigável e prático é o sistema de atualizações do Fedora entre Releases diferentes:

    A new version of Fedora comes out every six months or so. When a new version comes out, the previous version becomes unsupported about a year later. This means re-installing your OS every 6 - 8 months (currently upgrades between Fedora versions don’t go so well).

    Tradução literal:

    Uma nova versão do Fedora é disponibilizada a cada 6 meses aproximadamente. Quando uma nova versão é disponibilizada, a anterior é descontinuada em torno de um ano após. Isto significa reinstalar seu S.O. a cada 6 ou 8 meses (atualmente upgrades entre versões do Fedora não funcionam direito).

    Tradução resumida:

    Se deu mal palhaço! na próxima atualização troque de distribuição.”

    Trocar de distribuição seria fácil se não houvesse dezenas de clientes críticos dependendo do servidor funcionando 24/7 e a máquina não ficasse num CPD distante. Ou seja, a partir de agora vou ter que atualizar o sistema manualmente, pacote por pacote baixando e compilando o código fonte.

    Sigam meu conselho, quando instalarem um servidor linux utilizem distribuições boas e não derivados do Red Hat que até hoje só provam ser uma grande bosta com um grande investimento de marketing. Invistam em servidores com Debian ou OpenSUSE. Utilizo ambos, tanto em servidores quanto desktops, e os releases são atualizados online sem nenhum stress. Baixou, atualizou, reiniciou, tá lá o seu Linux atual e estável.

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  • O Android foi oficialmente lançado, finalmente, e o iphone chegará ao mercado brasileiro nos próximos dias. Qualquer comparação de sucesso entre os dois, até que o Android esteja efetivamente no mercado e com um número razoável de usuários, é especulação.  Mas algumas questões já podem ser previstas.

    O Google está trabalhando no Android com uma visão mais flexível e aberta à comunidade de desenvolvedores, de forma que qualquer um com experiência pode desenvolver seus próprios programas gratuitamente e distribuí-los a quem quiser. Já a Apple mantém um controle mais rigoroso de seus aplicativos, seus desenvolvedores precisam ter o Mac OS instalado em plataforma intel e quando vendidos pela App Store podem ser recusados à critério da própria, até pelo simples fato de concorrerem com aplicativos nativos do iphone.

    Curiosamente isto soa como uma comparação entre o sistema operacional Windows e Linux, e provavelmente na prática ambos os sistemas de celulares seguirão o mesmo caminho. No caso do iphone com usuários mais ligados à usabilidade, uma base de aplicativos mais controlada e amigável, e o design do aparelho. No caso do Android (comparado ao Linux), para pessoas mais ligadas à área de tecnologia que dão mais valor às funcionalidades, facilidade de extensão e personalização do sistema e liberdade de desenvolver e alterar aplicativos.

    Alguns prós e contras que considero importantes:

    IPhone

    Prós:

    • Design do aparelho
    • Usabilidade do sistema e aplicações
    • Base de aplicativos mais estáveis - maior controle de estabilidade
    • Facilita a venda de aplicativos pelo App Store

    Contras:

    • Desenvolvimento restrito à proprietários do MacOS
    • Controle da Apple sobre aplicativos disponibilizados
    • Não é multitarefa (não permite programas rodando simultaneamente)
    • Sistema operacional só pode ser utilizado no iphone
    • Ciclo de atualizações demorado
    • Progamado em ObjC (linguagem proprietária da Apple e pouco difundida em outros segmentos)

    Android

    Prós:

    • Qualquer fabricante pode disponibilizar aparelhos para utilizá-lo
    • Desenvolvido em Java (linguagem mais difundida e conhecida)
    • Fácil portabilidade
    • Ampla base de aplicativos criados pela comunidade
    • Ciclo de atualização constante
    • É multitarefa (permite aplicativos rodarem simultaneamente)
    • Navegação entre desktops virtuais

    Contras:

    • A performance e estabilidade do sistema pode variar entre fabricantes
    • Podem ocorrer mudanças maiores na base do sistema em intervalos menores
    • Maior quantidade de programas sem controle de estabilidade
    • Menos “amigável”, requer um pouco mais de conhecimento para algumas operações

    Ambos possuem lados positivos e negativos fortes, com o tempo elas ficarão mais evidentes ou serão modificadas. Mas no final o importante não é qual é o melhor nisso ou naquilo e sim qual atende melhor às suas necessidades.

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